segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Diário 3

Hello minha gente!
hahaha

Tudo certo com vocês? Espero que não reclamem do calor porque com certeza tá muito melhor que o frio daqui (vários 0º, -1º, -2º...Tão bonito...)

Tô de volta pra falar como é estar doente numa terra estranha...
Sábado trabalhei até tarde e resolvi ir com um amigo comer no McDonald's (gostinho de casa #2). Fomos lá, pedi um quarter pound (quarteirão...) e comi numa boa... Logo que a gente entrou no onibus para voltar meu estomago gritou "Vô mata vc essa noite!!" Mal cheguei em casa e quase morri... Descobri que peguei uma hipervirose que tá atacando metade da Disney e que resolveu me ter como vítima tambem.

Pra ajudara, aqui em casa não tinha açucar pra fazer soro, eu não tinha capacidade de fazer nada pra comer... resumindo passei o dia praticamente morta... o Guilherme (vizinho) até pergunto se eu tinha morrido e a galera esqueceu de me enterrar.

só uma dica pra vcs: NUNCA VIAGEM SEM SEU KIT EMERGÊNCIA!!! - Estaria morta agora se não fosse o meu....

Bom, para mais informações ligue para 407 - virose...
Agora lá vou eu fazer mais um purê sem gosto... já que é a unica coisa que tá parando no meu estômago e vou trabalhar...

Ah, só mais uma coisa... A partir de agora eu odeio a Disney: Vô trabalhar no natal e no ano novo... =/ Tudo bem que eu não tenho planos especiais mas porra... é natal!!
E no ano novo é bem capaz que eu passe a virada dentro do ônibus...

Eu oficialmente ODEIO a Disney...

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Diário 2

Bom, depois de uma semana voltei. Tá meio dificil ter tempo pra ligar pra familia, pra fazer qualquer coisa por aqui.

A primeira semana até que foi sussa. Essa semana em compensação foi foda.
Domingo eu comecei meu treinamento. 10h de treinamento... Tava retardada de tanto escutar coisinhas. Segundona fui aprender a mexer no caixa...Ai eles passaram umas tarefas toscas e uns filminhos chatos (que pra variar eu dormi no meio). Ai a noite teve uma festa muuuuuuito americana... Bem baile mesmo. Terça e quarta só trabalhei. Fiquei 9h no trabalho e voltei pra casa poooodre! ahuahau

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Agora eu vo contar dessa festa muito louca:
primeiro de tudo o frio - tava quase 0º aqui e as meninas de tomara que caia e beeem curtinho (tipo Geyse) andando na rua de boooa!
Segundo: baile funk é decente perto disso aqui. As meninas se esfregam nos caras de um jeito que não é normal! Tinha mais de uma com a calcinha aparecendo. Uma ficou com o cabelo preso na calça do cara... Sabe aquelas situações que vc fala "Pelo amoor de Deus, arruma um quarto?!".. É tudo assim. Depois as brasileiras que se esfregam, que são safadas. ô.O

Uma coisa que eu gostei muuito foi ver uma galera dançar. A maioria negros que dançam e cantam de um jeito que vc se sente uma merda. Teve um concurso de "single ladys" quem dançava melhor e ai foi um cara e uma menina. Meu eles A-R-R-A-S-A-R-A-M!!!

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Voltando ao trabalho: Aqui tá bem tranquilo mas a voltade de voltar pro Brasil, pras coisas que eu conheço, pra minha casa, pras minhas coisas, pras minhas cores, pras minhas brigas, gritos e ínguas.

Já meio que to me acostumando aqui, mas ficar sozinha me incomoda. Eu não quero pensar em tudo aqui e talvez quando eu voltar eu consiga lidar com tudo que isso traz, mas agora, eu só quero aguentar os três meses e rezar pra que eles passem logo.

Antes de ir, Aninha, Ciça, Tali, Japa, Jenifer, Fabi.... Tô com muuuita saudades. =/

Logo logo a gente se vê. =D

beijooos

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Diário

Bom gente, pra quem não sabe eu, Leticia, estou num intercâmbio de trabalho na Disney e vô aproveitar esse espaço pra fazer como um diário. =D

Eu cheguei aqui no dia 28 de novembro. Apesar de morrer de medo das turbulências do avião, o vôo foi tranquilo. Tô estranhando um pouco a diferença de hora. tenho que pensar pra conseguir ligar pro Brasil, afinal agora aqui são 11h42 e no Brasil 14:42...

Estar aqui é meio estranho. A maioria do pessoal que tá aqui veio com amigos e eu to ligeiramente abandonada.... (Ni, Japa, Tali, Ciça... vem comiigo! uhauhau)
O condominio da Disney que eu to ficando é muito suburbio, mas aqueles de filme mesmo... ruas limpas, carrões estacionados (tem várioooos americanos aqui que vão embora logo, mas que já passaram uns 6 meses aqui. Como carro é algo muuuito barato, todos eles tem carro... mas são OS carros...), graminha bem verdinha... the american dream.
Todo mundo é muito educado e muito feliz e pra cima todo o tempo. Dá vontade de mandar pra PQP. É algo absurdo.. Mas tooodooo mundo aqui da Disney é sempre sorridente, super animado. Irrita... =/ Sem contar a pontualidade. 1 minuto vc perde o ônibus, é descontado do seu salário... tudo... Tudo é certo. É muito estranho. Tô me sentindo naquele filme Mulheres perfeitas, que a cidade é perfeita, o mercado, as ruas, as casas, tudo é perfeito.

As coisas por enquanto estão tranquilas... Amanhã começa a paulera do treinamento (6h45 no ponto pra pegar o ônibus...)

Bom... agora é hora de descansar um pouco porque tem muito pra fazer ainda. =D

domingo, 12 de setembro de 2010

"O homem só se torna no que êle já é. O nosso eu é o nosso destino, a nossa liberdade é necessidade, a nossa vontade é a vontade de um e do ser, numa soma monstruosa de fôrça, que não se partilha e que nada perde, cria-se a si mesma e a si mesma se destrói, de nôvo se cria para se destruir, num eterna para-trás e para-diante do círculo. "
(Nietzsche in História da Filosofia Contemporânea - Johannes Hirschberg)

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Prosa Patética

"...
Hoje andei como louca, quis gritar com a solidão,
expulsar de mim essa Nossa senhora ciumenta.
Madona sedenta de versos. mas tive medo.
Medo de que ao sair levasse a imensidão onde me deito
Ausência de espelhos que dissolve a falta, a fraqueza, a preguiça.
E me faz vento, pedra, desembocadura, abotoadura e silencio.
Tive medo de perder o estado de verso e vácuo
Onde tudo é grave e unico. e me mantive quieta e muda
..."

Viviane Mosé...


terça-feira, 10 de agosto de 2010

Time After Time...

Ele está em tudo, em todos, no mais intimo de cada um de nós. Tirou meu chão, passou sem pedir licença, me atropelou e nem pediu desculpas.
Ele foi uma transa de uma noite só que durou 19 anos. Foi um momento de grande prazer que logo acabou... foi embora pela porta da frente e eu soube, desde o inicio, que seria assim.
Ele foi cruel comigo mas tambem foi muito bom...Me deu grandes amizades que foram ficando só na memória simplesmente porque ele quis assim. Separou amigas que eram quase irmãs, um grupo que conviveu todos os dias por 3 anos.
Uma amiga, a primeira delas, pelo emprego do pai, pelo bem da familia. Ele fez tudo isso antes que qualquer lembrança ruim tomasse lugar...
É simples compreende-lo... Ele coloca pessoas no nosso caminho que sempre acrescentam algo mesmo quando isso nos traz dor. Ele é sábio, não podemos negar. As vezes ele nos mostra logo o caminho e nossa dor é reduzida. Outra ele nos faz quebrar a cara primeiro, antes de dar qualquer sinal, qualquer aviso. Mas quando ele resolve abrir o jogo, ele vai te usar e novamente não pedirá desculpas... muito pelo contrario! Ele exigirá agradecimentos...
E quando ele tiver respeitado sua raiva, sua dor, você vai aceitar o que aconteceu e perdoa-lo... Afinal ele sabe muito mais sobre você do que você mesmo.
Eu sei que isso vai acontecer mais cedo ou mais tarde, mas ultimamente ele anda indeciso... Ele não sabe mais conviver com as pessoas, ele me pede para seguir com ele, sozinhos, mas existem pessoas das quais eu não posso e, principalmente não quero me separar! Acho que meu tempo está na adolescencia. Anda meio perdido, tentando se entender, se descobrir, se enxergar...
Enquanto isso eu espero, gastando o tempo que o tempo me deu...

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Como?


É incrível como voltar para casa muda a cada vez... todas as vezes que eu volto pra casa dos meus pais tudo está igual e ao mesmo tempo um caos que eu não reconheço! Não sei se sou eu que passei a ver o mundo de outros ângulos ou se as coisas passaram a se mostras de outras formas. Ainda não entendi isso... Mas além disso existem muitas outras coisas que eu também não entendo.
Segundo as pessoas que me conhecem a alguns anos eu não sou a mesma. Cada vez eu estou mais distante, mais auto-centrada. Mais virada pra dentro. Ouvir isso de alguém que amo mais que tudo nessa vida doeu. E como...
Tentei pensar em como explicar o que eu vejo, o meu ponto de vista, o que o meu olhar sobre o mundo e sobre eu mesma revela, mas parece impossível explicar algo assim. É algo que apenas é e nada mais. "Ser ou não ser, eis a questão". É simplesmente isso. A vida não da muitas explicações dos seus motivos ou conseqüências, mas ela exige de você justificativas para coisas que não podem sem justificadas, explicadas, muito menos compreendidas.
Nenhum obstáculo que é posto em nosso caminho é grande demais pra nós. Mas mesmo assim. Certos muros parecem tão altos que fica difícil não pensar "e se eu cair?". Existem planos para a minha vida que foram impostos, outros eu tracei. Mas mesmo assim, é difícil lidar com tudo. O mundo pareceu desabar sobre mim e eu simplesmente não pude deixar de pensar o outro lado... Quando vivemos e planejamos temos o hábito de pensar no como será maravilhoso se o que desejamos se tornar realidade. Mas eu sempre me forço a pensar no outro lado, o pior. Qual é a pior coisa que pode acontecer?
Ao ouvir da minha mãe que eu não estava carinhosa, que eu estava muito distante deles me cortou o coração. Nunca foi essa a minha intenção, mas é algo além. Simplesmente é. No dia a dia eu não tenho oportunidade de sentar e olhar pra dentro. De parar e me olhar; analisar as rugas, as linhas, a mudança. Eu não percebo o quanto eu mudei. Para mim o mundo está rodando de forma diferente, não eu que vejo as coisas de outra forma.
Ao retornar a minha rotina eu percebo que eu parei mas o tempo não. Eu parei por três semanas vivendo em um mundinho paralelo só meu, tentando entender o porque das coisas, planejando (ou pelo menos fingindo que sim) coisas que não podem ser planejadas. Tentando organizar, entender coisas que simplesmente são.
Espero um dia que ela entenda o que tudo isso significa. Espero que um dia eu tenha capacidade de explicar para ela, caso um dia eu tenha condições de entender....


domingo, 27 de junho de 2010

Sabe quando vc precisa falar de tudo, escrever, por pra fora?
Sabe quando o mundo vira poesia, mesmo um cigarro ao som de Frank Sinatra te dá vontade de sair e gritar ao mundo algo que nem você consegue identificar?
Sabe quando você precisa de amor, não só daquele amor, mas de todos ao mesmo tempo?
Sabe quando só juntar todas as pessoas que você ama em uma sala e olhar a todos, de longe, só vendo seus sorrisos, seus olhares, já te dá um calor por dentro? Acho eu que é felicidade....
Sabe quando você precisa de um colo e encontra ele na pessoa nunca imaginou?
Sabe quando seu melhor amigo te liga do nada só pra falar que precisava ouvir sua voz?
Sabe quando você tem tudo para gritar "eu desisto!" e algo te dá aquele empurrão que faz você continuar?
Sabe quando você vai no mesmo lugar todos os dias só para olhar aquele alguem com quem você sonha em simplesmente abraçar?

Sabe quando você precisa escrever, gritar, falar de tudo e nada ao mesmo tempo?
Então você sabe o que é ser eu, hoje, só hoje, só agora...
Assim como a liberdade, felicidade é algo que nós sabemos o que é, mas é impossivel descrever.. É algo que nos toma do nada e vai embora ainda mais rápido... Não é falta de amor, de sexo, de amizades, de afazeres, nem o ócio. Mas o que falta afinal? É algo indefinivel... pois é volátil. É lembrar uma tarde chuvosa na cozinha fazendo crustoli com meus pais... Dançando suja de tinta na sala de tv com um amigo... É aquela conversa na cozinha enquanto prepara o almoço tomando uma taça de vinho... É a tarde "desperdiçada" com as amigas vendo Crepusculo e comendo bolinho de chuva com brigadeiro...
É tudo isso e muito mais...
Meu ultimo momento de felicidade foi as 2 da manha de uma segunda feira, tomando cerveja no sofá da casa de um amigo escutando LPs... especialmente naquela musica Ponta de Areia... Não sei se foi saudades, tristeza ou felicidade, afinal em certos momentos são tão parecidos... Lembrar do dia dos pais na chácara, tomando café da manhã, com esse lp ao fundo...
A felicidade muda por isso é dificil de identificar quando ela chega... pode ser num orgasmo, numa dança, num livro, numa musica, no toque do telefone...
Ainda não aprendi a identificá-la... só sei que ela está aqui em algum lugar... As vezes me afasto dela, como se ansiasse por algo mais, como se ela ja nao me preenchesse mais. Dá vontade de crescer... De ocupar todos os espaços, todos os cantos, aparar todas as arestas...
Mas ela é como um amigo e em algum momento me inquieto, sinto como se algo me chamasse, me atraisse como um ímã.
E a reencontro e a abraço e aquele sorriso tonto surge em meus lábios e as pessoas perguntam
"Que foi?"
E eu simplesmente respondo:
"Nada de mais... Ela voltou, só isso..."




(Toledo - MG ... um refugio no meio do nada, onde me
perco e me acho... me des-re-construo...)


sábado, 19 de junho de 2010

Eterno...

Quanta saudades sentirei dos seus pensamentos, tão pequenos em certos momentos, mas sempre tão completos...

Esta palavra esperança, com maiúscula ou sem ela, o melhor é riscá-la do nosso vocabulário. Só os exilados e os desterrados que se conformaram com o desterro e o exílio a devem usar, à falta de melhor. Dá-lhes consolo e alívio. Os não conformados têm outra palavra mais enérgica: vontade.


(José Saramago “Esta palavra esperança”, in Deste Mundo e do Outro,
Editorial Caminho, 7.ª ed., P. 153(Selecção de Diego Mesa)

terça-feira, 25 de maio de 2010

As vezes coisas simples que acontecem no nosso dia a dia fazem a gente se desligar dos problemas do mundo e nos concentrarmos em nós mesmos. Hoje foi um dia desses. Na aula de inglês o meu teacher resolveu fazer um teste psicologico com a gente... foi bem divertido.
Nós tivemos que imaginar uma estrada... A minha estrada era no meio de uma serra, cheia de rochas dos lados, com vales e montanhas, cheia de curvas, subidas e descidas. Nessa estrada, no único trecho reto tinha uma rocha bem em frente. E a estrada ia em direção as essa rocha, como se fosse bater e no ultimo minuto ela fazia uma curva. Praticamente salvadora. E a vista, ahhh a vista...Tinha um campo com umas casinhas perdidas e uma arvore maravilhosa, daquelas centenarias, no meio do nada.
Depois de contar a minha historia, o professor falou que esse era o jeito que eu vejo a minha vida. No momento pensei, eu nao vejo minha vida tão aridamente. Logo depois percebi que era exatamente assim que eu vivo.
Mais uma vez, minha vida teve alguma reviravolta e eu me ferrei... problemas! Todos tem. Mas é simples sempre depois de uma situação que aparentemente está sem saída, como se eu fosse bater na rocha, eu vejo uma saída, aquela de ultima hora.
Acho que lembrando o ditado, há males que vem pro bem. Algo que me causou muita dor, muita mágoa, me tirou o chão me mostrou que certas amizades não valem a pena serem mantidas. Existem coisas que nós acreditamos no carinho, no respeito, na compreensão entre pessoas e no final só nos esgotam.
Cada vez mais eu descubro que a lealdade, a confiança só pode ser posta em nós mesmos. É contraditório alguem como eu que continua acreditando no movimento estudantil, na mobilizaçao das pessoas, que continua sonhando que um dia nós teriamos uma consciencia pela luta, contra as injustiças acaba afirmando e acreditando no individualismo cada vez mais profundo, mais irraigado no ser humano.

Espero cada vez mais que eu esteja errada quanto a isso. Que logo logo eu veja algo que prove o contrario.





(you may say I'm a dreamer... But I'm not the only one...)



quinta-feira, 20 de maio de 2010

Revolta

As vezes a vida nos passa a perna de tal maneira que você não sabe de onde veio, pra onde pode ir, o que fazer. Não vê esperanças no futuro.
Quando isso acontece nada nem ninguém consegue te mostrar algum caminho. Mais uma vez é você, sozinho que tem que descobrir isso.
A cerca de um mês começou um problema que eu não sabia as proporções que tomariam. Era algo tão simples, tão objetivo, direto. Mas não. O que era uma bola de gude virou uma avalanche que eu tive que segurar sozinha.
Isso nos leva a outro aspecto da questão: as máscaras. Engraçado como quando vc mais precisa é que você consegue descobrir quem são ou não seus amigos, aqueles que estarão lá para tudo. Além dos amigos, você ve o caráter das pessoas. Aquelas que tem palavra e vão até o fim.
Nessas horas que você vê, descobre, tem a luz, de quem, num momento de revolta, realmente daria a cara a tapa, aguentando as consequencias, sejam elas quais forem.

Mas, como sempre, eu novamento luto por um coletivo apático. Dessa vez cansei de tentar "agitar" a galera. Agora, achei algumas pessoas, umas mais outras menos, que tem tanta angustia, tem tanta vontade quanto eu de mudar, de fazer, de tentar.
Ver como muitas ideias estavam equivocadas, incompletas. Como o debate, mesmo sendo entre pessoas que não sabem tanto assim pode ser encorajador, pode ser estimulante. Perceber que você não está sozinho na sua revolta é muito bom. É revigorante. Mesmo tentando fugir de uma avalanche eu encontrei um abrigo. Uma luz reconfortante no meio de todo o caos. O meu lugar tranquilo. O meu quarto do pânico.
Ai, como eu me iludo! O meu lugar tranquilo é só o inicio, é o silêncio que precede o esporro! Mesmo sabendo que depois dessa calma, desse conforto, desse abrigo vem o caos, o enfrentamento, as criticas constantes e duras, a ânsia de fazer acontecer é maior que qualquer medo que me tome nesse momento.

Espero que fazendo a minha pequena e insignificante parte eu mude algo, se não agora, mas daqui a um tempo. Que nós apontemos caminhos para quem vier depois saber ao menos que nós tentamos. E que façam melhor que a gente. Que não deixem a peteca cair... Não vamos substituir o desejo de mudança pelo desejo de conforto, de simples alegria momentânea....

quinta-feira, 22 de abril de 2010

"Nesse feriado eu vou estudar." Isso não passou de uma fala. Até tentei, mas algo dentro de mim simplesmente se negou a participar daquela conspiração. Então resolvi me entregar. Quando um não quer, dois não brigam, ou melhor, não estudam. Por isso me joguei na internet; busquei musicas, livros, autores, frases, qualquer coisa que me amparasse. E achei. Seu nome: Caio Fernando Abreu. (o twitter se mostrou útil para mim) Lembrei de musicas antigas, que a muito não escutava e superaqueci meu cerebro tentando lembrar quais eram seus nomes, os artistas, os trechos (Lembrava da melodia, mas isso ajuda no que?). Minha tentativa de parar de fumar foi por água abaixo, afinal eu só conseguia pensar em fumar um cigarro, fechar os olhos e curtir aquela musica num som quase ensurdecedor. Bob Dylan e eu nos tornamos um só ser naquele momento. Enquanto isso, revirei sites procurando por fotos legais e achei algumas (já postadas no blog). Tudo se encaixou perfeitamente...As imagens me trouxeram amparo, mesmo as mais simples ou como um quarto inteiramente branco e completamente desconhecido para mim, me trouxe algum conforto, um abrigamento tão intimo. Algo que só eu consegui entender. Algo só meu.
Apesar da minha frustração de não conseguir estudar e me desatolar de todas as coisas que eu tenho que fazer, meu dia foi muito produtivo. Hoje, novamente tentei estudar, resolver minhas coisas. Novamente falhei.
Mas nada que escrever não ajude. Dane-se os trabalhos, as datas, as exigências. Hoje eu sou uma pessoa melhor, pelo menos para mim mesma. Uma pessoa mais compreendida. Uma pessoa menos sozinha nessa multidão que me cerca.
"...Baseada nesse regime, a civilização realizou coisas que a antiga sociedade gentílica jamais seria capaz. Mas as realizou pondo em movimento os impulsos e as paixões mais vis do homem e em detrimento das suas melhores disposições. A ambição mais vulgara tem sido a força motriz da civilização, desde seus primeiros dias até o presente; seu objetivo determinante é a riqueza, e outra vez a riqueza, e sempre a riqueza – mas não a da sociedade, e sim de tal ou qual mesquinho individuo. [...]"
(John Locke)

(tradução: Se vc não vem à democracia, a democracia virá a você)
(Torre Eifel - Vista de baixo)

Basta mudar seu olhar sobre aquilo, basta penetrar para além da superficie para descobrir um mundo completamente novo...
É simples assim (???) Será? Podemos mudar o cabelo, corta tudo ou só as pontas? Podemos mudar o perfume, o nosso cheiro, mas muda tanta coisa assim? Mudamos constantemente, mesmo parecendo iguais. As vezes o que muda, é só (só??) a forma de olhar...


Não se vive mais em lugares onde existam rodas gigantes....

(Caio Fernando Abreu)

quarta-feira, 21 de abril de 2010



Encosto a cabeça no banco, apanho um cigarro e trago longamente. Eis depois que solto a fumaça de um jeito que não sei se é sopro ou suspiro
(Caio F. Abreu)

quinta-feira, 18 de março de 2010


Sentado numa árvore-anfiteatro,
com chapéus de açucar aglomerado
e fatos de chcolate consistente,
estava um exército de meninos amarelos

[...]

As folhas das árvores
nos melhores vestidos de outono
dançavam com sapatos de algodão doce
e sonhavam casar com o vento
que lhes servia de par.







segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

A outra face

"....

Sub desenvolvidos.
Sub nutridos.
Sub alimentados.
Sub missos.
Sub versivos.
Sub. Sub. Sub.

..."



Trecho do texto A Outra Face de Cora Coralina. - Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais.