Nós tivemos que imaginar uma estrada... A minha estrada era no meio de uma serra, cheia de rochas dos lados, com vales e montanhas, cheia de curvas, subidas e descidas. Nessa estrada, no único trecho reto tinha uma rocha bem em frente. E a estrada ia em direção as essa rocha, como se fosse bater e no ultimo minuto ela fazia uma curva. Praticamente salvadora. E a vista, ahhh a vista...Tinha um campo com umas casinhas perdidas e uma arvore maravilhosa, daquelas centenarias, no meio do nada.
Depois de contar a minha historia, o professor falou que esse era o jeito que eu vejo a minha vida. No momento pensei, eu nao vejo minha vida tão aridamente. Logo depois percebi que era exatamente assim que eu vivo.
Mais uma vez, minha vida teve alguma reviravolta e eu me ferrei... problemas! Todos tem. Mas é simples sempre depois de uma situação que aparentemente está sem saída, como se eu fosse bater na rocha, eu vejo uma saída, aquela de ultima hora.
Acho que lembrando o ditado, há males que vem pro bem. Algo que me causou muita dor, muita mágoa, me tirou o chão me mostrou que certas amizades não valem a pena serem mantidas. Existem coisas que nós acreditamos no carinho, no respeito, na compreensão entre pessoas e no final só nos esgotam.
Cada vez mais eu descubro que a lealdade, a confiança só pode ser posta em nós mesmos. É contraditório alguem como eu que continua acreditando no movimento estudantil, na mobilizaçao das pessoas, que continua sonhando que um dia nós teriamos uma consciencia pela luta, contra as injustiças acaba afirmando e acreditando no individualismo cada vez mais profundo, mais irraigado no ser humano.
Espero cada vez mais que eu esteja errada quanto a isso. Que logo logo eu veja algo que prove o contrario.

(you may say I'm a dreamer... But I'm not the only one...)
Lê
