terça-feira, 25 de maio de 2010

As vezes coisas simples que acontecem no nosso dia a dia fazem a gente se desligar dos problemas do mundo e nos concentrarmos em nós mesmos. Hoje foi um dia desses. Na aula de inglês o meu teacher resolveu fazer um teste psicologico com a gente... foi bem divertido.
Nós tivemos que imaginar uma estrada... A minha estrada era no meio de uma serra, cheia de rochas dos lados, com vales e montanhas, cheia de curvas, subidas e descidas. Nessa estrada, no único trecho reto tinha uma rocha bem em frente. E a estrada ia em direção as essa rocha, como se fosse bater e no ultimo minuto ela fazia uma curva. Praticamente salvadora. E a vista, ahhh a vista...Tinha um campo com umas casinhas perdidas e uma arvore maravilhosa, daquelas centenarias, no meio do nada.
Depois de contar a minha historia, o professor falou que esse era o jeito que eu vejo a minha vida. No momento pensei, eu nao vejo minha vida tão aridamente. Logo depois percebi que era exatamente assim que eu vivo.
Mais uma vez, minha vida teve alguma reviravolta e eu me ferrei... problemas! Todos tem. Mas é simples sempre depois de uma situação que aparentemente está sem saída, como se eu fosse bater na rocha, eu vejo uma saída, aquela de ultima hora.
Acho que lembrando o ditado, há males que vem pro bem. Algo que me causou muita dor, muita mágoa, me tirou o chão me mostrou que certas amizades não valem a pena serem mantidas. Existem coisas que nós acreditamos no carinho, no respeito, na compreensão entre pessoas e no final só nos esgotam.
Cada vez mais eu descubro que a lealdade, a confiança só pode ser posta em nós mesmos. É contraditório alguem como eu que continua acreditando no movimento estudantil, na mobilizaçao das pessoas, que continua sonhando que um dia nós teriamos uma consciencia pela luta, contra as injustiças acaba afirmando e acreditando no individualismo cada vez mais profundo, mais irraigado no ser humano.

Espero cada vez mais que eu esteja errada quanto a isso. Que logo logo eu veja algo que prove o contrario.





(you may say I'm a dreamer... But I'm not the only one...)



quinta-feira, 20 de maio de 2010

Revolta

As vezes a vida nos passa a perna de tal maneira que você não sabe de onde veio, pra onde pode ir, o que fazer. Não vê esperanças no futuro.
Quando isso acontece nada nem ninguém consegue te mostrar algum caminho. Mais uma vez é você, sozinho que tem que descobrir isso.
A cerca de um mês começou um problema que eu não sabia as proporções que tomariam. Era algo tão simples, tão objetivo, direto. Mas não. O que era uma bola de gude virou uma avalanche que eu tive que segurar sozinha.
Isso nos leva a outro aspecto da questão: as máscaras. Engraçado como quando vc mais precisa é que você consegue descobrir quem são ou não seus amigos, aqueles que estarão lá para tudo. Além dos amigos, você ve o caráter das pessoas. Aquelas que tem palavra e vão até o fim.
Nessas horas que você vê, descobre, tem a luz, de quem, num momento de revolta, realmente daria a cara a tapa, aguentando as consequencias, sejam elas quais forem.

Mas, como sempre, eu novamento luto por um coletivo apático. Dessa vez cansei de tentar "agitar" a galera. Agora, achei algumas pessoas, umas mais outras menos, que tem tanta angustia, tem tanta vontade quanto eu de mudar, de fazer, de tentar.
Ver como muitas ideias estavam equivocadas, incompletas. Como o debate, mesmo sendo entre pessoas que não sabem tanto assim pode ser encorajador, pode ser estimulante. Perceber que você não está sozinho na sua revolta é muito bom. É revigorante. Mesmo tentando fugir de uma avalanche eu encontrei um abrigo. Uma luz reconfortante no meio de todo o caos. O meu lugar tranquilo. O meu quarto do pânico.
Ai, como eu me iludo! O meu lugar tranquilo é só o inicio, é o silêncio que precede o esporro! Mesmo sabendo que depois dessa calma, desse conforto, desse abrigo vem o caos, o enfrentamento, as criticas constantes e duras, a ânsia de fazer acontecer é maior que qualquer medo que me tome nesse momento.

Espero que fazendo a minha pequena e insignificante parte eu mude algo, se não agora, mas daqui a um tempo. Que nós apontemos caminhos para quem vier depois saber ao menos que nós tentamos. E que façam melhor que a gente. Que não deixem a peteca cair... Não vamos substituir o desejo de mudança pelo desejo de conforto, de simples alegria momentânea....