domingo, 13 de dezembro de 2009

"Não existe isso de homem escrever com vigor e mulher escrever com fragilidade. Puta que pariu, não é assim. Isso não existe. É um erro pensar assim. Eu sou uma mulher. Faço tudo de mulher, como mulher. Mas não sou uma mulher que necessita de ajuda de um homem. Não necessito de proteção de homem nenhum. Essas mulheres frageizinhas, que fazem esse gênero, querem mesmo é explorar seus maridos. Isso entra também na questão literária. Não existe isso de homens com escrita vigorosa, enquanto as mulheres se perdem na doçura. Eu fico puta da vida com isso. Eu quero escrever com o vigor de uma mulher. Não me interessa escrever como homem."
Lya Luft

domingo, 29 de novembro de 2009

Descobri com o tempo que não somos apenas o que queremos. Descobri que nossos amigos fazem toda a diferença. Nossos medos se tornam gigantes quando estamos sozinhos. Nossa caminhada parece sem sentido quando não temos alguem torcendo pela gente, incentivando cada passo, cada escolha e que fique na linha de chegada de braços abertos.
Como é bom ter alguém que é incerto comigo, que erra comigo, que me ajuda a levantar a cada escolha errada. Alguem que não me abandona na luta contra a minha indignação, contra a estagnação do mundo, contra a inércia das pessoas, contra os conceitos por demais ultrapassados Alguém que me põe no chão quando sonho demais mas que me faz sonhar quando tudo parece perdido.
Saber que você existe é o calor humano que preciso quando a solidão insiste em tomar lugar. É alguem que está comigo nas coisas que fiz, nas consequecias, independente se elas serão boas ou ruins. É engraçado como sabemos quando o outro não está bem. Isso não pode ser apenas uma amizade. Você que me lembra todos os dias quem sou, de onde eu vim e pra onde eu vô. Você que me faz ser tudo e nada. Você que alegra meu dia e me empurra pra frente, com a força que se multiplica quando estamos juntos. Você que me completa. Que sabe o que eu preciso ouvir. Nos xingamos quando preciso, enlouquecemos juntos, nos curamos juntos. Refletimos o que somos e queremos. Palpitamos (até demais).
É inexplicavel o que temos. Só nos podemos saber o que sentimos um pelo outro. Somos tantas coisas e ao mesmo tempo somos coisas tão pequenas. Mas o que importa é que independente dos quilometros que nos separam, das horas de espera para nos reencontrarmos, da falta dos abraços constantes, do olho no olho, nos tornamos cada dia mais forte. Nosso vinculo se torna maior, inquebrável. Se somos Super-Homem e Mulher-Maravilha? Não sei. É algo pequeno demais para explicar nós dois.
Eu te amo incondicionalmente. Porque juntos somos invencíveis.
Lê [MM]

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

A personifcação da saudade...

O fato de que por um momento fomos, é inegável. Hoje falo com você através de meias palavras, meias verdades. Escondida atrás de uma frieza e uma polidez que não são minhas e não espelham o rubor de meu rosto, o brilho dos meus olhos, o bater descompassado do meu coração. Escondem os sentimento que anseiam em sair por detrás de um sorriso torto e bobo que guardo só pra mim.
Tantas coisas foram ditas e sentidas, mas ao reler nossa história percebo apenas pensamentos desconexos, sem coerência, sem finalidade. Pensamentos que até hoje se fazem presentes. Ver você. Saber de você. Tudo isso ainda traz o brilho aos meus olhos. Queria dizer que te amei de uma maneira que nunca pude explicar. Depois de você renunciei às relações que se escondem atrás das palavras e da distância. Algo abstrato demais até para algo inexplicável e não palpável como o amor.
A sua atual sinceridade me é desconhecida, estranha se comparada com a passada ausencia dela, que me fez passar noites sem fim estudando a gramática de suas frases. Estudando detalhadamente cada palvras para garantir à mim mesma que você gostava de mim tanto quanto eu de você. Para ter certeza que nada estava passando despercebido....
Apesar do rubor que ainda surge quando falo com você, hoje já não tenho mais certezas, respostas prontas. Hoje promessas não me tentam mais. Suas frases são simplesmente conjuntos de palavras. Ruborizo não pelo que sinto, mas pelo que senti. Pelo que desejei. O superficial não me satisfaz mais, eu necessito o mergulho.
O que sinto hoje por você? Nem imagino. Mas não me provoque. Sou saudosista de mais para ignorar suas provocações.... Se você pode me confessar algo? Claro. Nunca pude te impedir de fazer tal coisa. Pena que nunca pude me impedir de esperar sempre a mesma resposta.


"Há a necessidade em
contra-
dizer-nos
no que não é sobre
compreensão
no que não é sobre dois
apenas dois: nós"
(Poesia tirada do blog Coração na Boca)



sábado, 14 de novembro de 2009

Lendo o blog da Marla de Queiroz hoje, encontrei um texto que se encaixa muito bem para muitas das minhas amigas no momento....

"Ela quer saber o que fazer pra parar a dor. Eu não sei. Sei que a mesma chuva que alaga é a que fertiliza poemas, que desata os choros, que prolonga aquele encontro ou o impede. A mesma chuva que me torna introspectiva e preguiçosa é a que enche minhas pétalas de gotinhas tão perfeitas que nutre uma sede absurda que nasci tendo. E quando faz sol, eu me amplio toda e fico ali, crestando, me retorcendo de prazer ouvindo aquele barulhinho delicado e sutil da umidade se ausentando. E deixo, deixo mesmo que a luz entre e transborde o meu solzinho interno, aquele do meu plexo perto do coração, pra que meu olhar se encha de faisquinhas de vida novamente, de mais fome de tudo.

Quando dói em mim, eu deixo. Deixo doer até a ultima gotinha de água salgada. Depois ela se vai. A dor não quer outra coisa que não seja exercer sua função: doer. E não é banalizando, embotando as emoções que ela vai deixar de surgir de tempos em tempos. Não sei como dói em você, mas por saber como dói a minha dor imagino a sua: de tão abstrata incomoda fisicamente, de tão ignorada ela se humaniza... em nós. No que eram laços.

Deixe doer o que for honesto. Deixe alagar seus olhas de chuva, escorrer pelo seu rosto e traçar caminhos sinuosos ou retas perfeitas como fazem os rios. A dor só quer te lembrar que há vida naquilo que você rejeitou porque compunha um outro extremo do que imaginamos ser a felicidade. Ela quer que você adquira sabedoria experimentando a totalidade....

(Acho que o que mais dói na dor, é porque ela nos deixa tristes)."

domingo, 8 de novembro de 2009

Em mais um momento de revolta estava escutando aquela musica do Gabriel o Pensador, "Até Quando?" Acho que todos conhecem essa música. É a trascrição quase perfeita da minha indignação das pessoas com seu falso moralismo, com seu sentimento quanto aos problemas que o cercam. Ninguem realmente se importa. Quando queremos mudar algo, a gente começa mudando a gente! Lutar por aquilo que está do nosso lado causa uma mudança muito maior do que mandar correntes sobre as crianças africanas, com aquelas fotos horrendas, que chocam momentaneamente, mas que amanhã continuarão na caixa de entrada do email de alguém.

"Não adianta olhar pro céu, com muita fé e pouca luta. Levanta ai que você tem muito protesto pra faze e muita greve, você pode, você deve, pode crer.... MUDA, MUDA ESSA POSTURA!!! Muda que quando a gente muda o mundo muda com a gente. A gente muda o mundo na mudança da mente. E quando a mente muda a gente anda pra frente. ... Na mudança de postura a gente fica mais seguro, na mudança do presente a gente molda o futuro. "

sexta-feira, 6 de novembro de 2009



E é tão fácil não lembrar Que a vida logo passa e ninguém vai te esperar Longe de casa, perto do mar O vento no seu rosto, histórias pra contar Muito forte, lá no alto Sempre vão brilhar
Milhões de estrelas coloridas Rumo ao infinitoTudo faz sentido Vai ser bem melhor...
O que te faz chorar Amanhã já te faz rir O coração bate ao contrário Pronto pra explodir
Um abraço forte Bem melhor agora Gira e tudo muda de lugar Todos os amigos Ninguém foi embora Apaga a luz lá fora Sempre é hora de brilhar
Milhões de estrelas coloridas Rumo ao infinito Tudo faz sentido(vai ser bem melhor)

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

And in the middle of the caos,
you'll find that thing
that makes you go on.




(Trad.: Tenha Coragem - behance.net/lathenkamas/frame - vale a pena dar uma olhada)


Uma ótima semana pra vc =D



Convenhamos, a bagunça é mais aconchegante que aquela arrumação perfeita. Esta passa a ser fria. Não há vida, não existem historias, não existem emoções, saudades, ódio, felicidade. Não existe aquele sorriso que desponta em nossa face quando, do nada, achamos aquela coisa.

"Por seu maior castigo, sabem que são eternos." (--movimento minimo)

domingo, 1 de novembro de 2009

Dia de sol. Calor. Estudos (mais ou menos, né?hehe) Eu (Lê) e a Ciça saimos para tomar sorvete (coisa de turista, né). No caminho, eu, como sempre, abuso da experiencia um pouquinho maior da Ci, descarreguei todas as minhas angústias. Pra variar muito, tô decepcionada com o mundo. As pessoas não ligam, não se importam! Para elas o comodismo fala mais alto que qualquer angustia que elas, com certeza, vão reprimir. Afinal, dá trabalho de mais mudar. Dói.
Que doi eu sei! Eu também sou humana, oras. Mas, falo por mim e, creio que pela Ci tambem, essa ordem social, que submete as pessoas a humilhações para conseguir obter o efetivo exercicio de seus direitos!! Que porra de sociedade é essa?
A resposta, igual a todas as outras vezes nas quais minha angustia fala mais alto que qualquer razão, foi: O que vc vai fazer com essa angustia? Nunca deixa ela ir para o limbo da sua consciência.
Bom, finalmente chegamos a sorveteria e essa papo foi esquecido. Chegando em casa, começou a passar o filme "Max Payne" e eu, como fã que sou de filmes de ação e violencia (não me pergunte por que, mas é simplesmente muuuito bom), assisti. Durante o filme surgem demônios, ou como eu prefiro chamar, lembretes. Todos pessoais. Coisas que todos nós temos, mesmo não admitindo e demonstrando. Comecei a pensar; quais são os meus demônios? Quais são as coisas que eu nunca esquecerei? Que me marcaram e que seempre vão me doer, ou me angustiar?
Descobri que as coisas pelas quais passei, mesmo as ruins, não julgo como demônios. Deixo elas como um lembrete na minha memória. Sabe aquelas duas miniaturas que aparecem nos desenhos animados? Um vestido de anjo e o outro de diabinho. Mais ou menos assim. Essas coisas aparecem a cada situação parecida ou a cada momento de angustia, podendo servir da forma que mais for apropriada para a nova situação. São a minha bagagem. Sem ela não seria quem sou hoje, não tomaria as mesma decisões, não teria os mesmo ideais.
Essa é a minha real bagagem. E isso que eu levo pra onde quer que eu vá, não as coisas materiais. Li hoje no blog Pensamentos desconexos sobre re-fazer as malas. Como as coisas ficam no caminho e não podemos nos arrepender disso. São cargas pesadas de mais. Por isso creio que não carrego minha bagagem com coisas bobas. Mas com certeza, minhas angustias estarão sempre junto a mim. Afinal são elas que me impulsionam a saber mais, a lutar mais, a gritar cada vez mais alto! O poder da angustia é algo que só quem a sente sabe como é. É algo divinal. É algo além da simples mortalha que habito. Por isso expliquei tanto dos meus lembretes; minha angustia não se resume aos meus poucos anos. Ela tem que ser muito antiga para ser algo tão forte.
Os meus lembretes podem se tornar meu paraiso ou meu inferno. Tudo é pessoal, até mesmo nossos destinos. Espero que tudo isso me leve para meu paraiso, onde as pessoas pensam, se importam, se angustiam!

Espero que vc goste do nosso angustiante blog. =D

"Eu afirmava que destruindo os controles e as defesas que normalmente nos protege contra insustentáveis evidências, a embriaguez me obrigava a olhá-las de frente. Penso hoje que, na condição privilegiada que é a minha, a vida envolve duas verdades entre as quais não há como escolher e que cumpre enfrentar juntas: A alegria de existir e o horror de acabar... "
(Simone Beauvoir)