domingo, 1 de novembro de 2009

Dia de sol. Calor. Estudos (mais ou menos, né?hehe) Eu (Lê) e a Ciça saimos para tomar sorvete (coisa de turista, né). No caminho, eu, como sempre, abuso da experiencia um pouquinho maior da Ci, descarreguei todas as minhas angústias. Pra variar muito, tô decepcionada com o mundo. As pessoas não ligam, não se importam! Para elas o comodismo fala mais alto que qualquer angustia que elas, com certeza, vão reprimir. Afinal, dá trabalho de mais mudar. Dói.
Que doi eu sei! Eu também sou humana, oras. Mas, falo por mim e, creio que pela Ci tambem, essa ordem social, que submete as pessoas a humilhações para conseguir obter o efetivo exercicio de seus direitos!! Que porra de sociedade é essa?
A resposta, igual a todas as outras vezes nas quais minha angustia fala mais alto que qualquer razão, foi: O que vc vai fazer com essa angustia? Nunca deixa ela ir para o limbo da sua consciência.
Bom, finalmente chegamos a sorveteria e essa papo foi esquecido. Chegando em casa, começou a passar o filme "Max Payne" e eu, como fã que sou de filmes de ação e violencia (não me pergunte por que, mas é simplesmente muuuito bom), assisti. Durante o filme surgem demônios, ou como eu prefiro chamar, lembretes. Todos pessoais. Coisas que todos nós temos, mesmo não admitindo e demonstrando. Comecei a pensar; quais são os meus demônios? Quais são as coisas que eu nunca esquecerei? Que me marcaram e que seempre vão me doer, ou me angustiar?
Descobri que as coisas pelas quais passei, mesmo as ruins, não julgo como demônios. Deixo elas como um lembrete na minha memória. Sabe aquelas duas miniaturas que aparecem nos desenhos animados? Um vestido de anjo e o outro de diabinho. Mais ou menos assim. Essas coisas aparecem a cada situação parecida ou a cada momento de angustia, podendo servir da forma que mais for apropriada para a nova situação. São a minha bagagem. Sem ela não seria quem sou hoje, não tomaria as mesma decisões, não teria os mesmo ideais.
Essa é a minha real bagagem. E isso que eu levo pra onde quer que eu vá, não as coisas materiais. Li hoje no blog Pensamentos desconexos sobre re-fazer as malas. Como as coisas ficam no caminho e não podemos nos arrepender disso. São cargas pesadas de mais. Por isso creio que não carrego minha bagagem com coisas bobas. Mas com certeza, minhas angustias estarão sempre junto a mim. Afinal são elas que me impulsionam a saber mais, a lutar mais, a gritar cada vez mais alto! O poder da angustia é algo que só quem a sente sabe como é. É algo divinal. É algo além da simples mortalha que habito. Por isso expliquei tanto dos meus lembretes; minha angustia não se resume aos meus poucos anos. Ela tem que ser muito antiga para ser algo tão forte.
Os meus lembretes podem se tornar meu paraiso ou meu inferno. Tudo é pessoal, até mesmo nossos destinos. Espero que tudo isso me leve para meu paraiso, onde as pessoas pensam, se importam, se angustiam!

Espero que vc goste do nosso angustiante blog. =D

Nenhum comentário:

Postar um comentário